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Sopa de letrinhas de Pateta: O Filme

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foodista-challenge-e1454247457941O desafio Foodista Challenge desse mês, idealizado por Marie-Astrid do blog United Colours of Macarons, propôs que cozinhássemos com nossa alma de criança. Para tanto, deveríamos nos inspirar em receitas saídas de nossos desenhos favoritos de outrora… Achei mais do que justo procurar minha irmã para definirmos qual seria o desenho mais repetido, aquele que sabíamos as falas de cor e cujas canções foram cantaroladas por anos a fio: Alladin e sua trilogia ou Pateta – O Filme?

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Camilinha e Carolininha de fardinha combinandinho para ir à escola

De fato, acho que os filmes animados da Disney que mais assistimos no velho vídeo-cassete foram essas aventuras. Finais de semana e férias inteiras em que fazíamos a festa em frente à televisão, muitas vezes acompanhadas por Pablinho, nosso primo que também adorava explorar a videoteca infantil de Tia Fau! Adorávamos todas as venturas, todos os personagens, dizíamos suas falas e sabíamos todas as músicas. Ambas as sagas marcaram nossa infância e é difícil dizer qual seria a favorita. Mas como o tema do desafio é culinário, a fita escolhida tem que ser Pateta por causa da cena da sopa no carro. Para o pessoal que só conhece Frozen e as animações super tecnológicas da era pós-DVD, deixe-me contar-lhes sobre essa animação “vintage” da era dos rabiscos coloridos. Era uma vez a década de noventa…

Na trama, Max é um adolescente no último ano de colégio que, com a ajuda do inesquecível Robert Simurusky e sua torre inclinada de “queijo, queijinho beleza”, tenta ser o descolado da turma para impressionar sua paixonite, Roxanne.

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Ele resolve ostentar e garante à moça que só não irá à festa organizada por ela porque viajará com o pai para o badaladíssimo show de Powerline, a versão Michael Jackson do universo Pateta, adorado por todo mundo. Não é à toa que irmã e eu nos degladiamos até hoje no Wii para ver quem faz mais pontos no jogo de Michael! Em setembro tem revanche, by the way!

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Do outro lado da história, Pateta está muito preocupado com o comportamento rebelde de Max que está naquela fase adolescente de afirmar sua independência. Em meio aos conflitos da idade, Max tem dificuldade em aceitar a personalidade goofy do pai que o faz pagar uns micos. Sabe aquela típica cena do “painho eu sei que você me ama, mas não me chama de pitchula na frente dos colegas no estacionamento da escola“? Quem nunca, né!

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É justamente aí que Pateta decide levar Max para acampar e pescar durante as férias a fim de se reconectar com o filho – e evitar que ele acabe na cadeira elétrica (ah, Bafo terrorista malvado colocando minhocas na cabeça do doce Pateta!). Eles não se conhecem mais, não se entendem mais e a road trip dos dois está inserida nessa fofa narrativa de reconexão, de compreensão, aceitação e de muito amor entre pai e filho, a despeito do conflito de gerações.

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E senta que lá vem música: desde a trilha Disney que prende qualquer criança (tsc, tsc) até a participação dos Bee Gees na cena do Pé Grande! A reaproximação entre um pai solteiro meio perdido e seu filho adolescente que não quer ser tratado como criança é marcada por passagens super engraçadas e situações dignas de um filme do Pateta. Nesse contexto, a cena da sopa de letrinhas se tornou para mim e para minha irmã uma espécie de código de declaração de amor a nosso pai. Abaixo, o trecho exato em que um OI PAI SOPA significa um enorme EU TE AMO, PAI:

Assim como Max, todo mundo cresce, se enche de marra e faz suas escolhas independentes, se afastando um pouquinho dos cuidados, conselhos e mesmo interferências dos “velhos” na busca por crescimento e afirmação. Mas jamais esquecemos a ternura e a inocência da primeira forma de amor que conhecemos na vida através dos nossos pais. Então, Painho, independente do caminho que façamos e do quão grandes nos tornemos, você sempre receberá o nosso OI PAI SOPA!

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Mila, eu e nosso Patetinha do coração

Mas e a receita? Na minha versão da sopa eu usei como base um caldo de frango feito em casa, bem aromático, temperado com uma mistura de alho, sal e sementes de coentro, uma memória da cozinha de minha mãe. Adicionada essa pitada de nostalgia, cozinhei no caldo batata, cenoura e chuchu em cubinhos miúdos. Por último, entraram as letrinhas de macarrão e muita diversão na formação de palavras na beira do prato com direito a versões em português e, pourquoi pas, em francês também!

p.s. A degustar em frente à tv assistindo Pateta e Max. Mais retorno à infância, impossível!

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